sábado, 25 de junho de 2016

Coordenação Pneumofônica - Fonação Eficiente Para Progressão Melódica Associado À Técnica De Apoio Suporte

O ar como material aerodinâmico é a matéria prima para a fonação. A função vital da respiração é a troca gasosa, mas quando a utilizamos para produção do som, considerando o efeito Bernoulli na parte superior do percurso em níveo supraglótico, entenderemos que a eficiência para aumento do níveo de pressão sonora depende de um aumento de pressão expiratória, com isso não estamos falando apenas de uma atividade de troca involuntária do ar em nosso dia-a-dia, e sim, de um mecanismo intencional, aumento de força expiratória. Mas uma adaptação do ser humano, função vital em prol da eficácia vocal.

“Á medida que os pulmões inflam, os músculos da inspiração diminuem sua atividade de maneira gradativa, colocando em ação as forças passivas da expiração.” (PACHECO & BAÊ, Equilíbrio Entre o Corpo e Som, 2006)

O aumento da pressão expiratória resultará no aumento da pressão subglótica, levando ao aumento de massa, musculatura adutora em ação, aumento de pressão sonora sem a necessidade de desgaste vocal, e com a passividade das estruturas supralaríngeas acontecerá à amplificação sonora, temos assim a emissão vocal.

Foi buscado proporcionar um condicionamento vocal para o aluno Jair, primeiramente proprioceptivo sobre as hipersinesias desnecessárias e sobre a relação com a qualidade rugosa na fala e no canto. Gradativamente temos conseguido estabilidade laríngea para ganho de projeção sem desgaste. Jair é corista, tem demanda vocal, principalmente pelo repertório da missa ser consideravelmente extenso e a solicitação de volume pelo regente ser ativa. Dois pontos cruciais para o trabalho sistematizado de projeção vocal para preservação de comportamento vocal prejudicial e desgaste.


Maxwell Silva

Pesquisador e Coach Vocal



Cantar - Consciência psicoemocional e Técnica

Aluna Aline Santos

É muito satisfatório ver seu crescimento gradativo durante esse tempo de condicionamento Aline. Quando adquirimos a sensibilidade de como nossa fisiologia se comporta na intenção da produção vocal, tudo começa a fazer sentido. Isso significa desenvolver a habilidade vocal sem dependência da intuição, é realmente saber o que acontece e por que acontece de tal forma em tal momento. Somos seres multidimensionais, formados de psico, emoção e biomecânica, ou seja, além do desenvolvimento fisiológico muscular visamos alcançar uma maturidade á nível psicoemocional para intencionalmente usarmos funções vitais em prol de uma habilidade, o canto.



Alunas do Grupo de Oração Rios de Água Viva - RCC

Cada um de nós tem uma disposição orgânica, isso interfere dizer também que o comportamento de nossa fisiologia também se difere. Nossas peculiaridades na emissão vocal dependem de vários fatores, entre eles o nível de consciência de se próprio (propriocepção), o nível de desenvolvimento muscular na ação (técnica) e nível de sensibilidade e consciência auditiva para ajustes motores adequados em cada frequência (percepção musical). Esses parâmetros se relacionam com nossa predisposição, condição corporal e experiência. Esse pensamento também embasa o sentido de um condicionamento vocal sistematizado que visa trabalhar a pessoa em várias dimensões, com isso as possibilidades começam a ser percebidas com facilidade.


Maxwell Silva

Pesquisador e Coach Vocal

terça-feira, 21 de junho de 2016

@AulasCoachMax - Considerações Sobre Condicionamento Para Estética Vocal


Muitos cantores com demanda vocal aperfeiçoam empiricamente ajustes vocais para atender o estilo que admira e que precisa exercer. Essas configurações supraglóticas com sentido estético atendem as expectativas do cantor e do público, enquanto sonoridade e alcance vocal. Mas, se considerarmos o fator comportamento vocal veremos que determinadas maneiras de se atingir tal proposta, está potencializando o desgaste vocal, que para muitos que não tem demanda se torna mascarado (não percebível). Quando buscamos equilibrar a consciência de saúde vocal para voz cantada, precisamos enfatizar que a mesma conduta que um falante sem demanda vocal teria, não vai proporcionar a assessoria com eficácia necessária para um cantor, que por ofício tem exigência de determinado som, com determinado volume. Então, o fator diferencial em questão é o condicionamento vocal para estética de tal voz cantada, visando possibilitar postura cervical, treinamento glótico e pneumofônico necessário. Pois, nem toda voz que apresenta potência vocal elevada tem boa projeção.


Estamos desenvolvendo um treinamento que atenda a demanda do Repertório do Cantor Daniel Novato, com objetivo de não apenas proporcionar o aquecimento ideal, mas além dos ajustes motores necessários, visamos conhecer as possibilidades de repertório a partir do rendimento vocal.


Maxwell Silva

Pesquisador e Coach Vocal

domingo, 19 de junho de 2016

Método Proprioceptivo-Dinâmico para Condicionamento de Voz Cantada - Considerações de Laboratório com Luciana Soares (Grupo de Oração Rios de Água Viva)

- Nível:

Proprioceptivo: Estimulação da musculatura oral, e desativação da hipercinesia de musculatura extrínseca, construindo para melhor emissão, levando a uma sensibilidade auditiva das frequências propostas, com malhação da musculatura intrínseca.

- Prática envolvida:

- Aumento de pressão subglótica a partir da fonte friccional semiocluida, proporcionando coaptação glótica, e a princípio isométrico, malhação dos músculos tensores.

- Equilíbrio de Loudness para alargamento de trato vocal a partir da diminuição de constrição nas paredes faríngeas proporcionando aproveitamento de harmônicos, propriocepção sonora e equilíbrio de emissão em registro modal.

- Consciência melódica com estabilidade laríngea ativando contração muscular da musculatura da cinta abdominal, para não constringir a faringe com hipercinesia muscular nas ascendências melódicas.


Maxwell Silva

Pesquisador e Coach Vocal


quarta-feira, 15 de junho de 2016

Método de Proprioceptivo-Dinâmica para Condicionamento de Voz Cantada – Considerações de Laboratório com Jair Rezende (Coral Homens que Louvam o Senhor)



Acompanhar o irmão Jair Rezende tem me proporcionado uma devolutiva objetiva quanto o efeito fisiológico de cada exercício, e de como é importante está ciente sobre o sentido da aplicabilidade enquanto treino e condicionamento. Associado a isso, temos os fatores psicogênicos, a forma com que o aluno entende e expressa às dificuldades, e a imagem acústica enquanto propriocepção em cada evento vocal, e que o mesmo tem, sobre se mesmo.  
Se considerarmos a vertente fisiológica na amplificação do som, ou seja, o comportamento da fonte friccional, Belhau e Russo (1993). Estamos nos referindo ao nível de constrição das paredes faríngeas, a disposição do esfíncter velofaringeano e ao aproveitamento do fluxo expiratório. Mas para que tudo isso aconteça, ou seja, o automatismo na dinâmica vocal aconteça, consideramos o fator psicoemocional que pode influenciar positivo ou negativamente no aperfeiçoamento dessa coordenação.
Isso conduz a refletir que a emissão mesmo estando associada à projeção vocal, enquanto disposição muscular, se separada no procedimento de condicionamento vocal psico, emocional e proprioceptivo, que consequentemente com o automatismo gerado pela ginástica vocal, no sentido isométrico, resultará na dinâmica, na potencialização da expressão por meio da linguagem cantada.



Maxwell Silva

Pesquisador e Coach Vocal

segunda-feira, 30 de maio de 2016

CONTINUAÇÃO, Parte 02 - Considerações Sobre Orientação Vocal com Aluno Jair Rezende (Coral Homens que Louvam o Senhor)

Segundo Iêda Russo e Mara Behlau, 1993 “se retificarmos o trato vocal, criaremos um cilindro de aproximadamente 17 cm de comprimento e 4 cm de diâmetro.” Essa medida nos mostra que por mais que a fonte (vibração de prega vocal) esteja debilitada poderemos ter uma amplificação considerável do som (filtro/fonte friccinonal), proporcionando uma execução básica para determinadas canções, aproveitando a pressão do fluxo aéreo para menos esforço muscular.

Podemos ampliar esse cilindro (trato vocal) funcionalmente, estabilizando posição da laringe e utilizando a translação de mandíbula nas vogais e medialização labial nas semivogais. E em nível de fonte é importante proporcionar um ginástica gradativamente não intensa, para os músculos tensores das pregas vocais. Visando um automatismo de massa  e proporcionando mais firmeza nas frequências graves, que por falta de coaptação glótica podem “quebrar” com qualidade soprosa.

Tenho visado em minha metodologia dar atenção separada para a emissão a primeiro momento para conseguirmos eficiência na projeção tão buscada para coristas e solistas. Isso tem nos dado resultados bastante positivos na dinâmica vocal.


Maxwell Silva

Pesquisador e Coach Vocal


domingo, 29 de maio de 2016

Considerações Sobre Orientação Vocal com Aluno Jair Rezende (Coral Homens que Louvam o Senhor) - Parte 01

É importante ressaltar que nosso foco no treinamento vocal não é apenas sugerir exercícios e práticas, “passar receita” pra cantar. Muito mais importante que isso, é a partir do momento que se traça um perfil sobre a qualidade vocal do falante, a instrução vocal focará em como proporcionar ferramentas facilitadoras para o desenvolvimento de uma percepção de si mesmo. Com isso, se torna bastante explicito o quanto a emissão vocal depende das estruturas musculares e do material aero dinâmico na fonte friccional.

Existem pessoas que já apresentam em sua voz falada sinais de fadiga, mesmo isso sendo negativo no sentido de dificuldade em deixar a voz constante ao canto, isso também é positivo, no sentido de reconhecimento da necessidade de um treinamento sistematizado, visando o comportamento de sua fisiologia. Pois existem cantores, coristas que passam por eventos de incapacidade vocal em emitir determinadas frequências, e utilizam de maneiras desgastantes para emiti-las, como o uso exacerbado do volume. Mas comumente com coristas, esse volume é solicitado para a soma das vozes, o mesmo dispõe do aumento de intensidade concentrando a força a nível faríngeo pela hipercinesia em nível cervical com pressão expiratória insuficiente. Enfatizamos esse comportamento para dizer que, mesmo que esteja mascarado, e seja mais tardio o aparecimento de alguma debilidade vocal no canto, essas práticas errônias acarretarão em desvios funcionais posteriormente.

Temos contemplados resultados bastante positivos na emissão de Jair Rezende. Quero parabenizá-lo pelo seu empenho em se retificar constantemente, dando o devido crédito ao que é decidido em aula. Aos poucos com um treinamento sistematizado temos conseguido diminuir as quebras vocais involuntárias na emissão, e rugosidade, com aumento da eficiência glótica ao executar a extensão melódica de cada canção.

Minhas considerações para o condicionamento dessa voz vão ser expressas por partes, mostrando a evolução gradativa do aluno. Nessa primeira parte, veremos o quanto é importante a noção da postura cervical para a emissão vocal. E na questão prática, o condicionamento de pressão expiratória tem influencia direta na eficiência de vibração de pregas vocais pela regulação da pressão a nível subglótico.



Maxwell Silva

Pesquisador e Coach Vocal